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09 de agosto de 2008
Feliz dia Dos Pais-dia 10 de agosto de 2008.

Essas datas, a princípio criadas pelo comércio para terem seu volume de vendas aumentado, aos poucos foram chegando ao coração da família. Afinal, por que não homenagear o Pai em um dia especial?

Os anos vão passando e a importância que se dá a este jovem que casou e teve filhos vai aumentando. Tanto trabalho, carinho, investimento na educação dos filhos. Quanto não se ouviu de sua boca, ensinamentos que nos balizariam para o resto da vida.

Quando se trabalha em Educação temos uma visão ampliada do valor da função de ser Pai. Seu exemplo, seus valores, o modo como encara e trabalha a ética e a moral é importante quando ele é o modelo masculino das crianças.

Complicado ainda quando temos crianças que os pais abandonaram ou que já faleceram. Nas Escolas, as professoras mais novas sempre têm essa dificuldade: falar ou não sobre o Dia dos Pais se “na minha turma” há crianças que nem conhecem o Pai ou que o mesmo já faleceu?”.

Sempre fui pela verdade e a realidade do fato. Se a criança não tem mais Pai ou se nem o conheceu é um caso a ser trabalhado em conjunto pela família e pela Escola. Mas não dá para deixar de falar da data. Os jornais, as propagandas na televisão, os outdoors nas ruas, tudo indica para a comemoração do Dia Dos Pais.

Temos que encarar e fortalecer emocionalmente esta criança ou pré-adolescente sobre a ausência da figura paterna. Ela participará ou não de confecção da lembrancinha do Papai, ficará a sua escolha. Há famílias que delegam a um tio, padrinho ou avô a função de preencher a figura paterna. Cada família tem a sua maneira de lidar com essa falta. É importante que aprendam a lidar o melhor possível, porque a maneira como for tratado o assunto poderá gerar um adulto mais equilibrado, criado sabedor da falta de seu Pai e do porquê.

Eu tenho Pai, idade avançada, um doce de pessoa. Agradeço a Deus todos os dias por me manter este presente maravilhoso.

A todos os Pais, leitores deste site, envio votos de felicidades, muita saúde, paciência, amor e carinho. Que este domingo seja celebrado como um dia importante no Calendário Familiar.

É uma boa oportunidade para se refazerem os laços que estejam meio apagados ou haja um certo distanciamento. Temos que dizer às pessoas o quanto as amamos, nunca se sabe o dia de amanhã. Dizer “EU TE AMO, PAI!” é muito importante tanto para cada um de nós como para aquele que ouve a frase.

De acordo com o credo de cada um, façamos uma prece pela alma daqueles que já cumpriram a sua missão aqui na Terra, mas o nosso carinho e gratidão serão eternos.

FELIZ DIA DOS PAIS!!

Namastê,
Tereza Machado

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19 de julho de 2008
Dia 20 de julho, meu aniversário.

Tenho pensado muito no que significa festejar um aniversário. Nossos amigos nos desejam coisas boas, tantos desejos, tantas energias nos são doadas através de abraços, beijos, apertos de mão.

Agora, na época da Internet, venho recebendo o carinho de meus amigos virtuais desde o dia 17, alguns estão preocupados por terem que sair no final de semana e não registrar sua “presença” no meu aniversário. Não é lindo?

Resolvi fazer um pequeno balanço da minha vida. Algumas coisas que realizei, outras que ainda quero realizar, o tanto que a vida me presenteou, o tanto que pela caminhada fui perdendo.

Não sei se existe uma idade certa para avaliarmos o quanto já vivemos, o quanto de experiência já amealhamos.

Tudo parece tão claro. Acho que nunca tive tanta lucidez sobre os fatos, sobre as pessoas. Por vezes até incomoda essa lucidez, essa clareza. Conhecemos todo tipo de pessoas boas, más, sinceras, desleais, invejosas, simpáticas, encorajantes. Pessoas. Ninguém é tão diferente assim. Somos a soma e a diferença de todas essas qualidades positivas ou negativas.

Se nos tocam com amor, com amor respondemos, mas se nos tocam com rancor, com inveja, respondemos de uma forma negativa também. Nesse ponto a certeza, ainda tenho muito que aprender no caminho. Não deixar que os fatos lastimáveis da vida nos façam desacreditar no ser humano.

Ao passar dos anos a beleza da fresca juventude vai se afastando e algumas rugas se aproximam, hoje as olho com profundo respeito, são as minhas marcas de aprendizagem.

No balanço de hoje, vejo que sou uma privilegiada, tenho uma família estruturada, tranqüila, com os problemas normais que qualquer família possui. Tristezas maiores a perda precoce de minha irmã, Rosa Maria e minha mãe Icléa.

Faz parte da vida saber ganhar e perder. Só que ganhar sempre é mais fácil, perder dói, principalmente quando se trata de seres queridos.

Gosto muito de filosofar, não fosse uma metafísica convicta. Não fica bom para um blog alguém que escreva demais. E eu adoro escrever.

Mas quero que todos meus familiares e amigos saibam que neste meu aniversário, o meu melhor presente é saber que não estou sozinha. Que há pessoas que mesmo não me conhecendo pessoalmente me dão grandes alegrias ao enviarem seus e-mails, scraps para o orkut ou o gazzag.

Obrigada, de coração, agradeço todo esse carinho, essa amizade. Os amigos que se afastaram da minha caminhada, uma certeza. A porta está aberta, você está com a chave, quando quiser voltar, será bem recebido.

Namastê,
Tereza

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16 de julho de 2008
Mais uma triste perda: João Roberto

Chorei junto com o pai de João Roberto ao ver na televisão o absurdo do que ele acabara de passar : ter um filho morto PROPOSITALMENTE pela mesma Polícia que deveria protegê-lo com a própria vida. Sim, crianças e mulheres sempre têm a preferência em tumultos, guerras, grandes perigos.

Fiquei chocada, nem é preciso ser da família de João Roberto para se sentir o coração dilacerado pela dor. Perder um filho e desta forma cruel, hedionda? Não dá sequer para imaginar. Sei que meu choro de nada vai adiantar, como disse Alessandra, não quer desculpas de nenhuma autoridade, nada trará João de volta a seus braços.

Triste, doloroso demais. Ainda não posso encarar o sorriso de João, nunca o vi, mas a sintonia é imediata, a dor nos une, somos todos irmãos. Escrevo numa revista, www.revistadinamica.com e fiz um artigo no meu blog sobre João Roberto, dê uma lida! Há outra colunista que também escreveu sobre a morte de João, Liz Motta, leia também, ela é da Bahia.

Solidarizo-me com Alessandra , com Paulo Roberto e todos da família, é uma perda irreparável. O choro desse pai, sua revolta nunca mais irá sair da minha visão, ainda não dá para acreditar. Despreparo total de nossa polícia.

É preciso que haja uma mudança nos rumos de como conduzir os atos públicos de nossa Polícia. Pelo que os jornais publicaram há mais de dez anos os soldados não passam por uma reciclagem.

Meu Deus, estão numa tática de guerra: atiram primeiro e perguntam depois?
A cada dia, nova morte atribuída ao despreparo da nossa Polícia.

Já não basta o terror imposto pelos bandidos e ainda temos que arcar com toda essa falta de preparo de nossos policiais?

Até quando Senhor Governador, até quando Senhor Secretário de Polícia?

Não estamos mais seguros em lugar algum, hora nenhuma. Será possível um povo crescer, desenvolver-se sob esta pressão social?

Temos que fazer alguma coisa, mas como cidadã só posso pedir que as autiridades tomem os rumos dos fatos em suas mãos. Temam firmeza, mas com cautela. Muita cautela quando houver o perigo de expor a vida de pessoas inocentes.

Parece que vivemos numa guerrilha urbana, onde sempre poderá explodir uma bomba ou estar num meio de um tiroteio.

CHEGA!!! MUDANÇAS JÁ!!!!

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