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05 de dezembro de 2009
Trégua às dificuldades de aprendizagem-
Autor(a): Terezinha Machado

Um outro olhar sobre as dificuldades de aprendizagem na infância.

Nesta época que antecede o Natal, somos tomados por uma energia tão boa, vontade de ajudar as pessoas, resolver todos os problemas para podermos entrar no novo ano com a cabeça e o coração batendo em harmonia.
Há uns dois anos, escrevi um texto para uma outra revista digital e até hoje recebo e-mails de pessoas que passam pelo problema abordado.
Concomitante à edição da vigésima Revista Dinâmica, serão exibidos mais dois programas da série “Tudo em Seis Minutos”, onde falo sobre a questão das dificuldades enfrentadas no processo de alfabetização.
Recomendo que leiam este artigo e vejam os dois programas, procurando por “Tudo em seis minutos” no You Tube. Este trabalho tem o objetivo de presentear crianças e suas famílias quando chegam ao impasse de perceber que não houve aprendizagem , que algo falhou.
A primeira coisa a fazer é relaxar, os problemas costumam piorar sob pressão. Os pequeninos já sofrem um estresse imenso ao sentirem que têm dificuldade de aprendizagem, comparam-se com os coleguinhas que aprenderam a ler e a escrever.

Muitas famílias, sem orientação, sem saber o que fazer, começam a cobrar da criança, da escola, da professora, sem, entretanto, perceber que a cobrança não surtirá efeito porque não tem a possibilidade de retroceder o tempo.
Natal, tempo de Amor. Vamos amar nossas crianças, independente de estarem bem na escola ou não. Vamos fazer do lar, do aconchego familiar o ponto de partida para tomar a sábia decisão de buscar a ajuda onde ela estiver.
Este trabalho vai lhe dar algumas orientações, os vídeos também, de certa forma, complementarão o assunto em pauta.
Vamos ao artigo:
Vou falar sobre um dos problemas que mais atemorizam pais e as próprias crianças: falta de aprendizagem escolar. Em primeiro lugar, vamos distencionar ao ler o artigo, relaxe os ombros, mexa cabeça, gire seu pescoço, pensa que é brincadeira? Falo muito sério. Pelos anos de experiência que vivi como Diretora Pedagógica Escolar e exercendo também a Psicopedagogia Institucional era o que mais me chamava a atenção a angústia, a tensão que as famílias encaravam as dificuldades educacionais de seus pequenos. Principalmente na época da alfabetização formal, vejo que não é somente a criança que se encontra em processo de alfabetização, toda a família se preocupa, se desgasta em acompanhar o filho, por vezes, trilhar o caminho da alfabetização que acaba se tornando, para alguns, o Caminho das Pedras.
Quando a criança vem cedo para a Escola, os profissionais da Educação têm mais tempo para detectar se a criança possui algum problema, seja do mais simples, por exemplo, visão ou audição até alguns mais complicados como a dislexia ou a temida Hiperatividade que tem várias causas, embora sejam crianças muito inteligentes, não têm a aprendizagem condizente com o grau de inteligência.
São casos e mais casos que abarrotam salas de Coordenadores Pedagógicos que encaminham estas crianças para Neurologistas, Oftalmologistas, Otorrinolaringologistas, Psicólogos, Psicopedagogos e Fonoaudiólogos.
Muitos pais vinham a minha procura nas Escolas por onde passei, ansiosos querendo saber o que poderiam fazer para ajudar seus filhos,sempre respondi: - SENDO PAIS! Criança em casa precisa de Família que a ajude a se organizar, ser cuidadosa com seu material, que lhe eduque, lhe coloque limites e lhe dê muito carinho. É essa a fórmula principal da Família que quer ajudar seu filho na escola, fazer com que ele aprenda a ser responsável, assíduo e pontual, que faça seus deveres de casa. Mas, para por aí. O desgaste que observava em algumas famílias com crianças que tinham dificuldade de aprender era impressionante, muitos pais acham que os filhos têm preguiça de estudar, porque não entendem que hoje em dia o “estudar” que ele conheceu na escola MUDOU RADICALMENTE! Não dá para se ensinar uma criança para ONTEM, isto é passado.
Precisamos ensinar nossas crianças para um Futuro que desconhecemos como será. Temos algumas idéias de que tipo de Homem precisamos formar para ter sucesso no FUTURO: ser criativo, responsável, aprender a aprender sozinho, ter iniciativa, saber trabalhar em equipe, saber ouvir mais do que falar. Essas são algumas características que a maioria dos teóricos em Educação e Profissionais de Educação consideram como indispensáveis em qualquer sociedade do futuro.
A criança nasce potencialmente pronta para aprender. A falta de aprendizagem é SINTOMA de que algo não vai bem com esta criança. Pais, deixem a educação escolar para ser trabalhada pela Escola, procurem a Equipe Pedagógica para esclarecer qualquer dúvida. Se forem aconselhados a levar seu filho a um especialista, não demorem, qualquer atraso pode redundar em fazer essa criança perder um ano, repetir um ano. Já está provado que repetir um ano escolar derruba qualquer auto-estima infantil. Afinal quem gosta de ser REPROVADO em qualquer situação da vida até hoje, como adulto?
Ninguém melhora com reforço negativo. Saibam que um REFORÇO POSITIVO vale mais que vinte reforços negativos. Brigar com uma criança que tem dificuldade na aprendizagem é quase uma covardia, ela não é preguiçosa, o que o seu corpinho demonstra em se espreguiçar, abrir a boca, pedir para beber água ou ir ao banheiro é um pedido de SOCORRO, “alguém me entenda, por favor? Não estou entendendo nada!”.
Por isso, prezado leitor, é necessário que se escolha bem em que escola vai matricular seu filho, que Teoria de Aprendizagem a escola segue, se é tradicional, se é construtivista, sociointeracionista, montessoriana. Por vezes, a criança que tem problemas escolares numa determinada escola, basta mudar para outra que cessam todos os sintomas descritos acima.
Prezado leitor, se manifestar desejo em se aprofundar mais nesse assunto, é só escrever para o e-mail da revista, que responderei com o maior prazer.
(Texto da 20ª edição da Revista Dinâmica- www.revistadinamica.com)


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