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22 de abril de 2009
Pensamento flexível em Educação a Distância
Autor(a): Karen Sasaki
Da mesma forma como o "mundo econômico", caracterizado pela lógica materialista, o "mundo acadêmico" é caracterizado pela sua dimensão subjetiva que proporciona momentos de abstração.
Nesse sentido, é perceptível que o universo intelectual permeia-se por correntes teóricas que apontam a discussão, por exemplo, sobre ruptura de paradigmas (KHUN, 2003), fim das certezas e leis do caos, (PRIGOGINE, 1996, 2002), complexidade (MORIN, 2002, 2005) em diferentes domínios do conhecimento de forma inter e transdisciplinar proporcionando o diálogo da matemática com a psicologia, biologia, medicina, comunicação, sociologia, filosofia, física entre outras.
Porém, como já aprendi com Torres (2008) ainda que sejamos convidados a pensar de forma flexível no domínio intelectual, não estamos preparados para experimentar o novo em nossas rotinas diárias.
Após leitura do artigo de Silva (2008) especialmente sua colocação: "as universidades estão desafiadas a mudar a lógica da construção do conhecimento, pois fechar-se a esse processo é assinar o próprio atestado de óbito" refleti sobre minha experiência em IES privadas, com especial atenção para o processo de incorporação de ferramentas de ensino digital no âmbito de cursos presenciais.
É verificável que a incorporação de tecnologias digitais ao mundo acadêmico não é somente uma tendência do mercado de ensino superior privado, mas um movimento inevitável e irreversível que todos os alunos têm direito de integrar-se a ele. Ainda assim, minha experiência profissional indica que essa dinâmica digital tem acontecido numa velocidade maior do que a capacidade de transformação cultural e incorporação de novos conceitos ao viver pessoal e profissional, tanto das próprias IES, enquanto entidades administrativas e acadêmicas, quanto da sociedade em geral.
Isso pode ser evidenciado pela experiência que tenho acompanhado em IES brasileiras que, ousadamente, lançam-se ao desafio de trazer "o novo" para seus alunos. Ao assumir essa postura essas IES tropeçam em diferentes barreiras, dentre as quais podemos sinalizar:
"cultural, uma vez que o sistema educacional brasileiro nos ensinou ao longo da história que o processo de ensino-aprendizagem se dá presencialmente;
"social, que nos ensinou a pensar de forma fixa, ou seja, conservadora e despreparados para a velocidade do tempos modernos; e,
"tecnológica, porquanto a realidade socioeconômica brasileira não permite distribuição de renda suficiente para garantir acesso igualitário, pela sociedade, à tecnologia.
E dessa forma, as IES assumem mais uma função: educar para o pensar de forma flexível e inteligente o suficiente para que todos, sejam alunos, professores e sociedade, entendam que as práticas que envolvem a utilização de novas tecnologias aplicadas ao ensino superior trazem consigo uma proposta pedagógica diferenciada e que, de forma alguma, substituem o intercâmbio de saberes entre docentes e discentes; mas sim, agregam valor a um processo de ensino-aprendizagem que precisa ser, cada vez mais, interessante para promover admiração, instigante para favorecer a indagação e inteligente para ser proveitosa ao aluno (BARRETO, 2007). Afinal, a Ciência sugere, também, sensibilidade, subjetividade e criatividade.
Enfim, o ensino superior necessita assumir, decisivamente, a função de promover a transformação do pensamento fixo, para flexível, para quiçá um dia, ser possível ousar a ensinar sem pensamento. Pensar sem pensamento? Isso mesmo! Pensar de forma que ao invés de pensar de fora para dentro (no processo de ensinar-aprender) possamos pensar de dentro para fora, ou seja, conseguir sentir a experiência do estado de ser "puro pensar". Obrigada, Torres (2008), por ensinar o que é pensar flexível e auxiliar a descobrir uma estratégia para compreender o ensino digital como mais uma ferramenta de enriquecimento do processo de ensinar e aprender de forma versátil, dinâmica e, principalmente, flexível.
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Nesse sentido, é perceptível que o universo intelectual permeia-se por correntes teóricas que apontam a discussão, por exemplo, sobre ruptura de paradigmas (KHUN, 2003), fim das certezas e leis do caos, (PRIGOGINE, 1996, 2002), complexidade (MORIN, 2002, 2005) em diferentes domínios do conhecimento de forma inter e transdisciplinar proporcionando o diálogo da matemática com a psicologia, biologia, medicina, comunicação, sociologia, filosofia, física entre outras.
Porém, como já aprendi com Torres (2008) ainda que sejamos convidados a pensar de forma flexível no domínio intelectual, não estamos preparados para experimentar o novo em nossas rotinas diárias.
Após leitura do artigo de Silva (2008) especialmente sua colocação: "as universidades estão desafiadas a mudar a lógica da construção do conhecimento, pois fechar-se a esse processo é assinar o próprio atestado de óbito" refleti sobre minha experiência em IES privadas, com especial atenção para o processo de incorporação de ferramentas de ensino digital no âmbito de cursos presenciais.
É verificável que a incorporação de tecnologias digitais ao mundo acadêmico não é somente uma tendência do mercado de ensino superior privado, mas um movimento inevitável e irreversível que todos os alunos têm direito de integrar-se a ele. Ainda assim, minha experiência profissional indica que essa dinâmica digital tem acontecido numa velocidade maior do que a capacidade de transformação cultural e incorporação de novos conceitos ao viver pessoal e profissional, tanto das próprias IES, enquanto entidades administrativas e acadêmicas, quanto da sociedade em geral.
Isso pode ser evidenciado pela experiência que tenho acompanhado em IES brasileiras que, ousadamente, lançam-se ao desafio de trazer "o novo" para seus alunos. Ao assumir essa postura essas IES tropeçam em diferentes barreiras, dentre as quais podemos sinalizar:
"cultural, uma vez que o sistema educacional brasileiro nos ensinou ao longo da história que o processo de ensino-aprendizagem se dá presencialmente;
"social, que nos ensinou a pensar de forma fixa, ou seja, conservadora e despreparados para a velocidade do tempos modernos; e,
"tecnológica, porquanto a realidade socioeconômica brasileira não permite distribuição de renda suficiente para garantir acesso igualitário, pela sociedade, à tecnologia.
E dessa forma, as IES assumem mais uma função: educar para o pensar de forma flexível e inteligente o suficiente para que todos, sejam alunos, professores e sociedade, entendam que as práticas que envolvem a utilização de novas tecnologias aplicadas ao ensino superior trazem consigo uma proposta pedagógica diferenciada e que, de forma alguma, substituem o intercâmbio de saberes entre docentes e discentes; mas sim, agregam valor a um processo de ensino-aprendizagem que precisa ser, cada vez mais, interessante para promover admiração, instigante para favorecer a indagação e inteligente para ser proveitosa ao aluno (BARRETO, 2007). Afinal, a Ciência sugere, também, sensibilidade, subjetividade e criatividade.
Enfim, o ensino superior necessita assumir, decisivamente, a função de promover a transformação do pensamento fixo, para flexível, para quiçá um dia, ser possível ousar a ensinar sem pensamento. Pensar sem pensamento? Isso mesmo! Pensar de forma que ao invés de pensar de fora para dentro (no processo de ensinar-aprender) possamos pensar de dentro para fora, ou seja, conseguir sentir a experiência do estado de ser "puro pensar". Obrigada, Torres (2008), por ensinar o que é pensar flexível e auxiliar a descobrir uma estratégia para compreender o ensino digital como mais uma ferramenta de enriquecimento do processo de ensinar e aprender de forma versátil, dinâmica e, principalmente, flexível.
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