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04 de fevereiro de 2009
Renovação das Esperanças
Autor(a): Terezinha Machado
Início de ano, vida nova, assim nos passaram nossos pais. Estamos iniciando um novo período letivo.
Na área de Educação o ano começa agora. Escolas, Pais, Professores e Alunos estão prestes a iniciar mais um tempo de desafios, mas a luta será boa se mantivermos acesa a chama do amor pela Educação e a certeza de que sem ela não haverá possibilidades de mudanças para melhor.
Para os Professores a esperança do emprego sonhado ou a manutenção do que já possui. Quem sabe este ano possa ser o ano da virada tão sonhada em Educação? O que a Classe do Magistério espera não é só melhores salários de acordo com a alta responsabilidade que se lhe impõe a educação de crianças, jovens e adultos, mas a recuperação da dignidade profissional que aos poucos se foi perdendo nestas três últimas décadas. Coloca-se toda carga do fracasso escolar na conta do Professor. Como se fosse possível culpar apenas uma das partes do processo ensino-aprendizagem. Tem tanta coisa envolvida: formação do professor, acompanhamento de equipe pedagógica bem preparada, cumprimento das ordens e legislação emanadas de um poder centralizador, o famoso sistema de educação, a condição física da escola, equipamentos, cursos constantes de atualização do professor, planejamento viável e com objetivos bem claros, ajuste deste planejamento à real condição da turma que este professor ministrará suas aulas, condições do nível da turma em relação ao que foi planejado, ou seja, adequação do planejamento. Fala-se tanto em planejamento flexível e, no entanto, há direções de colégios que se orgulham em “não mudar uma vírgula do que foi planejado”!
Há outra face do processo, não menos importante, que é o alunado. Também já houve época em que se queria depositar a culpa do fracasso escolar nom ombros dos alunos: “eles não querem nada, não estudam, fazem bagunça nas aulas, não são assíduos”. Enfim, sempre a preocupação deslocada de seu verdadeiro foco, em vez de se procurar saídas para a grave crise educacional que atravessamos há décadas, procura-se um culpado, um bode expiatório para a falta de rendimento da Educação com péssimos resultados globais em avaliações aferidoras do nível em que se encontra a Educação em nosso país.
Finalmente os pais, estes também já levaram parcela da culpa do fracasso escolar, se dizia que os pais não “cobram” de seus filhos que “estudem em casa, não comparecem a reuniões programadas para se fazer o acompanhamento pedagógico das crianças, alguns não compram o material escolar, algumas crianças não contam com seus pais no processo educacional externo”, muitos não são órfãos e são abandonados na casa de avós, tios ou padrinhos, tudo isso cria pequenas causas para o mau rendimento escolar dessas crianças.
Esquecem esses analistas de plantão que o processo ensino-aprendizagem envolve vários elementos: aluno-professor-família-contéudo-critérios de avaliação, entre outros. Se a Escola não tiver um rumo pedagógico coerente com a modernidade, se pais e professores não tiverem um conhecimento adequado de como as crianças deste século aprendem de acordo com as vivências que têm, então será muito difícil buscar qualidade e bom resultado em Educação.
Não adianta querer colocar peso maior em um dos elementos que compõem o processo ensino-aprendizagem, cada um tem a sua importância. O melhor é dar uma trégua a tantas exigências, repensar a função da Educação, rever conceitos, procurar verificar se o tipo de ensino que gostaria que seu filho tivesse não está calcado em modelos ultrapassados de quando cursavam os Ensinos Fundamental e Médio.
Ensinar como aprendeu é ensinar para ontem. Esta premissa serve para Pais e Professores. Vivemos num mundo tecnológico. Qual a criança que não sabe da televisão a cabo, computador e Internet? Só mesmo as que vivem num estado de miséria muito grande, onde a educação pública não chegou com essa renovação de tecnologia educacional. Aqui falamos de uma clientela, em geral, que tem acesso a uma escola de qualidade, com professores formados e atualizados, que contem com uma escola com o mínimo de modernidade em suas instalações, além de contarem com uma boa alimentação durante o período de aulas.
Não podemos esquecer das crianças que têm dificuldades de aprendizagem já detectadas, onde já foi feito um diagnóstico do que será necessário se fazer em termos de acompanhamento profissional para que estas crianças tenham a chance de vencer suas barreiras no aprendizado.
Outros casos são mais simples, são apenas falta de adequação da escola escolhida pelos pais, teoria educacional que não se coaduna com a necessidade da criança. Neste caso procurar outra escola com os critérios e conceitos que são importantes para a família pode significar um Novo no ano educacional desta criança. Permanecer onde a criança rejeita por se sentir rejeitada no processo é um erro que terá como conseqüência mais um ano sem rendimento esperado.
Desejo aos leitores um bom início de ano letivo, renovando as esperanças de que este ano será diferente, que colocaremos em prática a nossa aprendizagem passada e que veremos o resultado positivo ao final do ano.
Estamos começando o ano com a maioria das cidades brasileiras depositando sua fé em novos Prefeitos. A eles os votos de boa administração e que principalmente as áreas de Educação e Saúde recebam tratamento diferenciado e especial. Fevereiro marca a volta das crianças às ruas com seus uniformes, material escolar novo e muita esperança que a escola este ano seja boa e divertida.
A quem interessar possa, nossas crianças são o maior patrimônio que este país possui. Não as decepcionemos, que cada um faça o que puder para ajudar uma criança a ter uma aprendizagem produtiva, que possa nos trazer a esperança de um futuro melhor porque estamos trabalhando nele agora.
Bom retorno às aulas!
Publicado na Revista Dinâmica: www.revistadinâmica.com
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Na área de Educação o ano começa agora. Escolas, Pais, Professores e Alunos estão prestes a iniciar mais um tempo de desafios, mas a luta será boa se mantivermos acesa a chama do amor pela Educação e a certeza de que sem ela não haverá possibilidades de mudanças para melhor.
Para os Professores a esperança do emprego sonhado ou a manutenção do que já possui. Quem sabe este ano possa ser o ano da virada tão sonhada em Educação? O que a Classe do Magistério espera não é só melhores salários de acordo com a alta responsabilidade que se lhe impõe a educação de crianças, jovens e adultos, mas a recuperação da dignidade profissional que aos poucos se foi perdendo nestas três últimas décadas. Coloca-se toda carga do fracasso escolar na conta do Professor. Como se fosse possível culpar apenas uma das partes do processo ensino-aprendizagem. Tem tanta coisa envolvida: formação do professor, acompanhamento de equipe pedagógica bem preparada, cumprimento das ordens e legislação emanadas de um poder centralizador, o famoso sistema de educação, a condição física da escola, equipamentos, cursos constantes de atualização do professor, planejamento viável e com objetivos bem claros, ajuste deste planejamento à real condição da turma que este professor ministrará suas aulas, condições do nível da turma em relação ao que foi planejado, ou seja, adequação do planejamento. Fala-se tanto em planejamento flexível e, no entanto, há direções de colégios que se orgulham em “não mudar uma vírgula do que foi planejado”!
Há outra face do processo, não menos importante, que é o alunado. Também já houve época em que se queria depositar a culpa do fracasso escolar nom ombros dos alunos: “eles não querem nada, não estudam, fazem bagunça nas aulas, não são assíduos”. Enfim, sempre a preocupação deslocada de seu verdadeiro foco, em vez de se procurar saídas para a grave crise educacional que atravessamos há décadas, procura-se um culpado, um bode expiatório para a falta de rendimento da Educação com péssimos resultados globais em avaliações aferidoras do nível em que se encontra a Educação em nosso país.
Finalmente os pais, estes também já levaram parcela da culpa do fracasso escolar, se dizia que os pais não “cobram” de seus filhos que “estudem em casa, não comparecem a reuniões programadas para se fazer o acompanhamento pedagógico das crianças, alguns não compram o material escolar, algumas crianças não contam com seus pais no processo educacional externo”, muitos não são órfãos e são abandonados na casa de avós, tios ou padrinhos, tudo isso cria pequenas causas para o mau rendimento escolar dessas crianças.
Esquecem esses analistas de plantão que o processo ensino-aprendizagem envolve vários elementos: aluno-professor-família-contéudo-critérios de avaliação, entre outros. Se a Escola não tiver um rumo pedagógico coerente com a modernidade, se pais e professores não tiverem um conhecimento adequado de como as crianças deste século aprendem de acordo com as vivências que têm, então será muito difícil buscar qualidade e bom resultado em Educação.
Não adianta querer colocar peso maior em um dos elementos que compõem o processo ensino-aprendizagem, cada um tem a sua importância. O melhor é dar uma trégua a tantas exigências, repensar a função da Educação, rever conceitos, procurar verificar se o tipo de ensino que gostaria que seu filho tivesse não está calcado em modelos ultrapassados de quando cursavam os Ensinos Fundamental e Médio.
Ensinar como aprendeu é ensinar para ontem. Esta premissa serve para Pais e Professores. Vivemos num mundo tecnológico. Qual a criança que não sabe da televisão a cabo, computador e Internet? Só mesmo as que vivem num estado de miséria muito grande, onde a educação pública não chegou com essa renovação de tecnologia educacional. Aqui falamos de uma clientela, em geral, que tem acesso a uma escola de qualidade, com professores formados e atualizados, que contem com uma escola com o mínimo de modernidade em suas instalações, além de contarem com uma boa alimentação durante o período de aulas.
Não podemos esquecer das crianças que têm dificuldades de aprendizagem já detectadas, onde já foi feito um diagnóstico do que será necessário se fazer em termos de acompanhamento profissional para que estas crianças tenham a chance de vencer suas barreiras no aprendizado.
Outros casos são mais simples, são apenas falta de adequação da escola escolhida pelos pais, teoria educacional que não se coaduna com a necessidade da criança. Neste caso procurar outra escola com os critérios e conceitos que são importantes para a família pode significar um Novo no ano educacional desta criança. Permanecer onde a criança rejeita por se sentir rejeitada no processo é um erro que terá como conseqüência mais um ano sem rendimento esperado.
Desejo aos leitores um bom início de ano letivo, renovando as esperanças de que este ano será diferente, que colocaremos em prática a nossa aprendizagem passada e que veremos o resultado positivo ao final do ano.
Estamos começando o ano com a maioria das cidades brasileiras depositando sua fé em novos Prefeitos. A eles os votos de boa administração e que principalmente as áreas de Educação e Saúde recebam tratamento diferenciado e especial. Fevereiro marca a volta das crianças às ruas com seus uniformes, material escolar novo e muita esperança que a escola este ano seja boa e divertida.
A quem interessar possa, nossas crianças são o maior patrimônio que este país possui. Não as decepcionemos, que cada um faça o que puder para ajudar uma criança a ter uma aprendizagem produtiva, que possa nos trazer a esperança de um futuro melhor porque estamos trabalhando nele agora.
Bom retorno às aulas!
Publicado na Revista Dinâmica: www.revistadinâmica.com
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